domingo, 22 de junho de 2008

"têm certas coisas que eu não sei dizer.."

Saudades.

Para uns, a mais bela palavra da lingua portuguesa. Para mim, mais uma palavra da lingua portuguesa. Diferenciada com certeza. Afinal, ela é única. Nenhum outro idioma consegue expressar tão bem "a falta que faz". Sim, saudades não é nada além disso: a falta que faz.

A falta que faz o colo da mãe.
A falta que faz a comida do pai.
A falta que faz carinho de vó.
A falta que faz não ter aquela amiga perto quando a gente precisa.

A falta que faz aquela viagem inesquecível.
A falta que faz a melhor festa da história [até aquele momento].
A falta que faz as manhãs divertidas no colégio.
A falta que faz as tardes no centro.

Sentimos saudades. De pessoas, de momentos.
Guardamos lembranças. Fotografias, memórias.
Mas nada se compara ao que vivemos naquele instante.
Perdemos muito ao longo da vida. Não tem como guardarmos tudo em que pensamos, tudo o que falamos, tudo o que sentimos.
Apenas o que importa fica. Apenas o que aduba a gente. O que faz a gente crescer. Aprender.

Saudades.
Machucam, choram, sorriem, nostalgiam.
Tem gente que guarda. Tem quem mate. Tem quem sinta. Tem quem conviva.

Saudades. De quem vai. De quem fica.

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